Chega dessa história de guardar pedras para construir um
castelo, que me desculpe Fernando Pessoa, mas essa frase para mim é ladainha. Eu não
sou princesa, não espero um príncipe e muito menos quero um castelo. As minhas
pedras eu não vou guardando para o final, não quero juntar sentimentos,
dificuldades, fracassos e vitórias, acumular tudo para no final descarregar e formar
o que chamam de castelo.
As minhas pedras vão ficando pelo caminho mesmo, não quero
carregar esses tipos de pesos, que observando percebo que não me fazem bem. Eu
pego, limpo e as deixo brilhando lá naquele lugar que é devidamente delas e vou
caminhando para chegar à outra. Eu gosto de pedras, elas me fazem sentir viva,
chorando sorrindo, eu sei que o melhor mesmo é passar por elas.
No final eu só quero encontrar uma coisa, alguém que é O
amor (1Jo. 4:8), um lugar que a vida é eterna, que não existe dor, sofrimento e
nada que não me faça sorrir ou chorar (que seja), mas com a certeza que vai ser
de felicidade (Ap. 21:4). Como diz Rogério Flausino “Vivemos esperando o dia em que seremos
melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo, dias melhores
pra sempre”. Eu sonho com esse lugar e com esses dias e mesmo sonhando, a minha
imaginação limitada não consegue nem tentar pensar em algo tão... SURPREENDENTE
(1Co. 2:9). E as pedras? Eu vou olhar para trás e vou vê-las, cada uma no seu
devido lugar, brilhando, me fazendo notar que tudo que passei valeu a pena e que
não precisei carregar pesos para chegar não em um simples castelo construído
por mim, mas no melhor lugar.
