segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Foi um dia ruim!


Hospitais são uma merda mesmo, me desculpe a expressão, mas é uma das poucas palavras que eu acho pra definir, na verdade tem bastantes, porém nenhuma que cabe tão bem no momento como essa. Hoje, dia 14 de novembro eu percebi o quanto está no hospital é ruim, ninguém vai lá pra comemorar aniversário, beber uma cervejinha com os amigos ou só pra olhar a paisagem. Ninguém vai ao hospital querendo ir.  Ninguém é feliz ali.
Os hospitais tem o cheiro ruim, ninguém parece bonito por lá, as cores são feias, os médicos são frios e o que todo mundo deseja é sair de lá o mais rápido possível. Quando dizem que ter saúde é o principal isso é mesmo verdade. Na emergência, na observação, internado, NADA é bom. Nem mesmo a parte de receber visitas é boa, tenho certeza que qualquer um daria tudo pra não está naquele lugar. É triste, é depressivo. É tanto que as pessoas vão para o lado de fora respirar um ar diferente, pegar um vento e tentar pensar em qualquer outra coisa.
Eu também fiz isso, fui tentar pensar em qualquer outra coisa, mas só conseguia pensar em como eu queria que aquilo acabasse e com o rosto cheio de lágrimas percebi que eu não era a única ali com o semblante ruim, ninguém sorria, ou quando sorria era pra tentar amenizar a dor. Pessoas doentes, com dor, no leito de morte, podendo receber poucas visitas. Odeio ter a sensação de perder algo que eu amo tanto, o meu cérebro não se acostuma com isso.  Eu não me aguento tudo desmorona, e ai você pensa em quem você queria que estivesse ali do seu lado pra lhe abraçar e lhe oferecer um ombro, um ombro amigo.
No final das contas tudo que me parecia digno era mostrar força. Um dos homens que eu mais amo na minha vida precisava de mim e eu o queria ver bem, e ainda quero. Doença nenhuma, cirurgia nenhuma vai fazer ele “cair”, ele é forte, meu tenente.  Termino minha noite fazendo minha oração e pedindo saúde a ele, escrevo com os olhos cheios d’água, porque eu não vou aguentar não ter ele por perto, não vou. Ver alguém que eu amo em um hospital, deitado em uma cama com aqueles lençóis me dá um calafrio, me dá uma angústia. Mas eu sei que tudo vai dá certo, eu confio.
E ai eu percebo o que é o amor e o que ele faz conosco.
Escrevo sem me preocupar, é só pra descarregar as palavras que eu não disse a ninguém. Dizem que escrever é terapêutico, sem conseguir dormir a única coisa que me resta fazer é isso, amanhã é um novo dia e tudo vai ficar bem. Boa noite, querido leitor.
Sinto-me bem mais leve agora.

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