Aperte o play e leia: http://www.youtube.com/watch?v=csapswpPvlg
Parecia filme quando falamos
que não íamos nos envolver, com aquele papo que nós éramos descolados
e ter encontrado um companheiro para se divertir foi o que nós
dois queríamos. Sem o título de namorados, sem declarações nas
redes sociais, sem ligações intermináveis no final da noite e
principalmente sem algumas cobranças. Era perfeito, até você achar que isso não
era o bastante, descolados ou não, nada nos impedia de ter um relacionamento que fosse divulgado aos quatro ventos, foi quase isso que saiu da sua boca naquele dia.
Eu, adolescente não queria namorar, passei anos namorando, sem nem
lembrar o que era uma vida de solteira, quando voltei a lembrar, gostei das lembranças
e de revivê-las. A verdade é que eu não queria me apaixonar, como de costume. Você
não se importava em sentir um amor avassalador, era melhor do que viver
na mesmice. O velho ditado "Quando um não quer dois não brigam"
não se encaixou conosco e a sua pergunta "Do que tu tem medo, menina?" não saiu da minha mente. Lembro que respondi na lata (como
sempre) "De nada, eu simplesmente não quero". Pura mentira, eu
tinha/tenho medo de várias coisas e uma das principais era de não me sentir
preparada para deixar a minha individualidade um pouco de lado.
Muito disso tem vestígios dos meus relacionamentos
passados, não interpreto isso como trauma, mas como amadurecimento. Eu não sou
a mesma menina de antes, claro que algumas coisas continuam em mim, mas eu
tenho novos sonhos, novas vontades e não sei se nelas, por enquanto, cabe
alguém. Não quero machucar ninguém, vivendo coisas, tendo trilha sonora,
despertando paixão, para no final dizer que eu estou partindo sem previsão de
voltar. Era isso que eu queria que você entendesse, mas não, você é louco e
prefere se arriscar. Ainda não notou que eu sou egoísta e não deixo os meus
sonhos por ninguém? Eu lembro que você me falou que estava disposto a sonhar
comigo, mas e se...
Passaram-se semanas e a cada uma era mais frieza e distancia que
havia, eu com medo e você com um certo orgulho de não insistir com a minha
racionalidade, eu entendia. E assim eu fui constatando coisas que a
distancia mostrou-me, eu ouvia certas músicas e me lembrava de você, passa por
lugares que eu queria ir contigo, via trailer de filmes que queria
assistir ao teu lado. Vivendo coisas, tendo trilha sonora, despertando paixão,
isso tudo já existia eu só não enxergava e o que fazer? Continuar.
Os meus pensamentos racionais ainda são maiores, o sentimento vai
ficando de lado, tirando quando eu ouço a tua voz dizendo que precisa ir.
Voltou e confessou que pior do que não ser meu namorado é não poder me ligar me
convidando pra ir dar uma volta (rsrs). E hoje, aqui em público, onde qualquer um
pode ler, eu te digo, é bom te ter comigo, fica por perto mesmo não sendo o meu
namorado, isso vai além de títulos, você me faz bem e quando quiser pode me beijar, tu sabe que os meus
beijos são só seus.

Que lindo Prima! Adoro conflitos de razão e emoção! Principalmente despertados por alguém, e não necessariamente alguma "coisa"...
ResponderExcluirMas o que seria da razão sem a emoção de rompê-la? E o que seria da emoção se a razão prevalecesse e uzurpasse todo aquele arrepio e frio na barriga?
Sei que vais encontrar o equilíbrio, e no momento certo!
Eu te entendo, em cada linha, por mim e por ti.
Atente apenas pra não perder a linha e deixar um passar sem o outro...
E quanto a esse carinha, oportunamente ele vai receber outro título.
Bjs, conte comigo!
Jéssica Leite Araújo