sexta-feira, 29 de junho de 2012

Seis, mês.

Junho foi um mês estranho, acho que as muitas propagandas dos dias dos namorados introduziram coisas na minha mente, fiquei mais romântica, mais fofinha e mais sensível, eu poderia dizer que foi TPM, porém TPM o mês inteiro? Não, foi mais que isso. Como disse um colega da faculdade, até as minhas roupas mudaram por umas duas semanas, sem falar nos textos desse mês, todos foram carregados de romantismo.
Gosto do mês de junho e por enquanto que muitos se preocupam com os presentes dos seus namorados eu começo a festejar porque chegou o São João e aqui no Maranhão a festa é com muita comida, dança e bumba-meu-boi, o mês está acabando e já passou a minha fase fresquinha de ser, já deu tempo de me desalienar.
Só que antes de acabar, tenho observações para fazer. Véspera do dia dos namorados uma amiga me liga dizendo: "Amiga preciso de ajuda, me dá uma ideia de presente pra eu dá pra fulano, porque eu sei que tu é boa com isso", eu respondo: "Quer presente fácil e prático ou que te dê trabalho? Eu te sugiro o fácil e prático, porque o que te dá trabalho é só pra fazer o que o nome já diz, dá trabalho". Eu com uma vasta experiência em presentes trabalhosos, aqueles que você começa há fazer um mês antes, fui logo dando a minha opinião cheia de traumas (rs). É que quando se está apaixonada você quer fazer presentes super bem bolados e lindos, mas quando a paixão passa você acha que foi trabalho demais. A respeito disso digo, se você quer ter trabalho demais, tenha. Apesar dos pesares, mesmo que depois passe, naquele momento aquilo era importante para você. Seja capaz de planejar e fazer, porque se não, a sessão depois é de "eu deveria ter feito". Isso não é só a respeito de presentes, mas em relação a vida como um casal e individual.
Outra situação, em um arraial da cidade vejo um casal meio que discutindo, a menina cheia de razão e o rapaz olhando para ela com cara de "eu não acredito nisso" (sim, eu fico observando as coisas por onde vou, não me julgue). Eu me vi naquela situação, lembrei de um relacionamento passando que aconteceu a mesma coisa, arraial, discussão, eu cheia de razão e o rapaz com a mesma cara. Hoje eu nem lembro o motivo da briga, acredite se quiser, mas isso só mostra o valor que esse tipo de coisa tem, nenhum. Por isso digo outra coisa, brigue menos, eu como uma pessoa chata que já briguei várias vezes por motivos banais, posso afirmar, não vale a pena. Releve mais, discuta só quando realmente for necessário, aproveite os momentos que se tem para curtir e esqueça a chateação, sei que é difícil, mas depois de um tempo você acaba que nem eu, nem lembrando o motivo dá raiva. Isso é questão de amadurecimento, anos atrás nunca que pensava desse jeito, hoje depois de mudar algumas/muitas coisas, percebo que é bom se pensar "Isso realmente é motivo pra gerar uma briga?", se a resposta for não, esqueça.
E por fim dou uma #dikdajam, seja você, seja sábio e lembrem-se namorar é dividir um pedaço seu então se você não quer dividir, não quer abdicar de algumas vontades próprias e não quer passar por cima do seu orgulho muitas vezes, faça como eu, fique solteiro (rs) até que você queira e esteja preparado para fazer tudo isso. É questão de sabedoria.
E assim se vai mais um mês seis.


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